sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

ADEUS Nelson Mandela

artigo retirado de varias Fontes da Internet

Nelson Rolihlahla Madiba Mandela
(Mvezo, 18 de julho de 1918 – Joanesburgo, 5 de dezembro de 2013) -95 Anos

Foi condenado a 28 anos de prisão por lutar contra o regime de discriminação que vigorava na África do Sul. No entanto, o período de cárcere não fez com que desistisse de sua luta. Ao contrário, reforçou suas ideias.

Foi um advogado, líder rebelde e presidente da África do Sul de 1994 a 1999, considerado como o mais importante líder da África Negra, ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 1993, e Pai da Pátria da moderna nação sul-africana.

Até 2009 havia dedicado 67 anos de sua vida a serviço da humanidade - como advogado dos direitos humanos e prisioneiro de consciência, até tornar-se o primeiro presidente da África do Sul livre, razão pela qual em sua homenagem a ONU instituiu o Dia Internacional Nelson Mandela no dia de seu nascimento, como forma de valorizar em todo o mundo a luta pela liberdade, pela justiça e pela democracia.

Nascido numa família de nobreza tribal, numa pequena aldeia do interior onde possivelmente viria a ocupar cargo de chefia, abandonou este destino aos 23 anos ao seguir para a capital Joanesburgo e iniciar atuação política.

Passando do interior rural para uma vida rebelde na faculdade, transformou-se em jovem advogado na capital e líder da resistência não-violenta da juventude em luta, acabando como réu em um infame julgamento por traição, foragido da polícia e o prisioneiro mais famoso do mundo, após o qual veio a se tornar o político mais galardoado em vida, responsável pela refundação do seu país - em moldes de aceitar uma sociedade multiétnica.

Criticado muitas vezes por ser um pouco egocêntrico e por seu governo ter sido amigo de ditadores que foram simpáticos ao Congresso Nacional Africano (CNA), a figura do ser humano que enfrentou dramas pessoais e permaneceu fiel ao dever de conduzir seu país, suprimiu todos os aspectos negativos.

Foi o mais poderoso símbolo da luta contra o regime segregacionista do Apartheid, sistema racista oficializado em 1948, e modelo mundial de resistência.  No dizer de Ali Abdessalam Treki, Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, "um dos maiores líderes morais e políticos de nosso tempo".



Obra: VENCER E POSSÍVEL: DEMOCRACIA SEM EXCLUSÃOGLOBALIZAÇÃO COM SOBERANI

NELSON MANDELA, PAULO CEZAR CASTANHEIRA
REVAN - 192 páginas








Filhos: Makaziwe Mandela, Zenani Mandela, Makgatho Mandela, Madiba Thembekile Mandela, Zindziswa Mandela, Malengani Machel, Josina Z. Machel

Prêmios: Nobel da Paz, Bharat Ratna, Pessoa do Ano, Prémio Sakharov, Medalha Presidencial da Liberdade, Medalha de Ouro do Congresso, Arthur Ashe Courage Award, Queen Elizabeth II Diamond Jubilee Medal edit, Prêmio Gandhi da Paz, Prêmio Jawaharlal Nehru para Compreensão Internacional, Prêmio Lenin da Paz, Medalha do jubileu de ouro da Rainha Isabel II, Prêmio Internacional Al-Gaddafi de Direitos Humanos, Prêmio pela paz Félix Houphouët-Boigny, Prêmio J. William Fulbright para o Entendimento Internacional

Cônjuge: Graça Machel (desde 1998), Winnie Madikizela-Mandela (de 1958 a 1996),                Evelyn Ntoko Mase (de 1944 a 1958)


Graça Machel

Nascimento: 17 de outubro de 1945 (68 anos), Gaza, Moçambique
Educação: Universidade de Lisboa
Partido: Frente de Libertação de Moçambique
Filhos: Malengani Machel, Josina Z. Machel
Cônjuge: Nelson Mandela (desde 1998), Samora Machel (de 1975 a 1986)
Filiação: Nosekeni Fanny, Nkosi Mphakanyiswa Gadla Mandela

Graça Simbine Machel é uma política e activista dos direitos humanos moçambicanos. Foi a primeira-dama de Moçambique, desde 1976, quando se casou com Samora Machel, o primeiro presidente de Moçambique, morto em 1986.

Formou-se como Bacharel em Filologia da Língua Alemã pela Universidade de Lisboa. Voltou a Moçambique como professora e lutou clandestinamente com a FRELIMO durante a Luta Armada de Libertação Nacional. Foi Ministra da Educação e da Cultura no primeiro governo moçambicano, durante cerca de 14 anos.

Após a morte de Samora Machel, em 1986, continuou a sua atividade política no partido Frelimo e criou uma organização sem fins lucrativos a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade.

Em 1990 foi nomeada pelo Secretário Geral da Organização das Nações Unidas para o Estudo do Impacto dos Conflitos Armados na Infância. Como reconhecimento do seu trabalho, recebeu a "Medalha Nansen" das Nações Unidas em 1995.

É Presidente do Conselho de Administração da Universidade da Cidade do Cabo.

Condecoraçoes
KORA Lifetime Achievement Award, 2001
Doutora em Letras pela University of Glasgow, junho de 2001
Associada Honorria em Artes pela Seattle Central Community College, dezembro de 1999
Doutora Honoris Causa pela University of Essex, Inglaterra, 1997
Doutora Honoris Causa pela University of Cape Town, frica do Sul, 1993
Medalha Nansen, UNHCR (Naes Unidas), 1995
Doutora Honoris Causa pela Universidade de vora, Portugal, 14 de Novembro de 2008

Winnie Madikizela-Mandela

Nascimento: 26 de setembro de 1936 (77 anos), Bizana, Eastern Cape
Cônjuge: Nelson Mandela (de 1958 a 1996)
Partido: Congresso Nacional Africano
Filhas: Zenani Mandela, Zindziswa Mandela
Educação: University of the Witwatersrand, University of South Africa

Winnie Madikizela-Mandela é uma enfermeira, política e activista sul-africana. Nascida Nomzamo Winifred Zanyiwe Madikizela, ficou mundialmente conhecida como esposa de Nelson Mandela durante o período da prisão do líder sul-africano.

Com a libertação deste, escândalos de seu envolvimento em crimes e de infidelidade causaram a separação do casal e uma consequente perda de prestígio.

Seu nome original em xhosa era Nomzamo (aquela que tenta), havendo nascido na pequena aldeia de Mbongweni, em Bizana, na província de Cabo Oriental (à época o bantustão de Transkei);
Quarta de oito filhos de Columbus, ministro de Florestas e Agricultura do governo do bantustão natal, e da professora Nomathamsanqa Mzaidume (de nome ocidental Gertrude), que morreu quando Winnie tinha oito anos.

Fez os estudos elementares em Bizana e, dali, ingressou na Shawbury High School. Em 1953 mudou-se para Joanesburgo onde foi admitida na Jan Hofmeyr School of Social Work, onde formou-se dois anos depois, ocasião em que recusa uma bolsa nos EUA, optando por trabalhar num hospital para negros da capital.

Durante seu trabalho realizou uma pesquisa de mortalidade infantil no subúrbio de Alexandra, o que a levou a interessar-se pela política, envolvendo-se com o Congresso Nacional Africano; ali, em 1957, conhece Nelson Mandela, que então respondia ao Julgamento por Traição, e se casam a 19 de junho de 1958, passando ambos a morar no subúrbio pobre de Soweto

Teve suas filhas Zenani (1959) e Zinzi (1960) e, em 1961, Mandela é absolvido. Contudo, sua atividade política o leva a sucessivas prisões, sendo que a última delas, passada a maior parte do tempo na Ilha de Robben, durou vinte e seis anos; ali ela podia visitá-lo, mas sem maiores contatos.

Ela própria sofreria as ações persecutórias do regime racista do Apartheid, a partir de 1962: ordens judiciais de restrição que a impediam de trabalhar e de lutar em causas sociais e a mantinham restrita ao distrito de Orlando, em Soweto. Tudo isso a levou a trabalhar clandestinamente no CNA.

Após enviar as duas filhas para um internato na Suazilândia, visando privá-las das perseguições que seus pais sofriam, foi detida em 1969 sob auspícios da Lei Anti-terrorismo, passando dezessete meses na cadeia e, a partir de 1970, em prisão domiciliar - período em que sofreu vários processos.

Em 1976, durante as revoltas juvenis, criou a Federação das Mulheres Negras e a Associação dos Pais Negros, ambas afiliadas ao Movimento da Consciência Negra - organização que rejeitava todos os valores brancos e adotava uma visão positiva da cultura negra; este envolvimento levou-a a nova prisão, em 1977, e seu banimento para o Estado Livre de Orange

Retornando em 1986, sua oposição ao regime passou a incluir métodos de castigo aos dissidentes, como uso do "colar bárbaro", que consistia em colocar um pneu ao pescoço da vítima e, com gasolina, atear fogo.
Criou, ainda, uma milícia particular, travestida de equipe de futebol (o Mandela United Football Club), o que aumentou seu distanciamento dos demais militantes anti-apartheid, em 1988.

Quando da libertação de Mandela, em 11 de fevereiro de 1990, Winnie ainda apareceu ao seu lado, como a "mama" da luta contra o regime - mas dois anos depois se divorciaram. Após isto ela transformou sua casa em Orlando num museu, e adotou o sobrenome de Madikizela-Mandela.

Desde 1991 sua vida enfrentou diversas polêmicas, sendo então banida do CNA e outras instituições, quando foi acusada da morte de um jovem militante, que suspeitava ser informante da polícia. Condenada no ano seguinte, teve a prisão comutada em multa; apesar disto, em 1993 retornou ao cenário político, sendo eleita presidenta da Liga das Mulheres do CNA, cargo que ocupou até 2003.

Durante o governo do ex-marido Winnie ocupou o cargo de Ministra das Artes, Cultura, Ciência e Tecnologia (1994), mas foi demitida sob alegação de malversação financeira, em 1994.

Em 2001 foi acusada de dezenas de crimes, sendo considerada culpada por 43 acusações de fraude e 25 de roubo, condenada a cinco anos de prisão; recorrendo, em 2004 foi absolvida das acusações de roubo, mas não das de fraude, e teve suspensa a pena de três anos e seis meses de cadeia. Em 2003 renunciara à presidência da Liga das Mulheres, mas foi eleita para o Comitê Executivo Nacional do CNA, na sua 52ª Conferência (2009).

Evelyn Ntoko Mase

Nascimento: 18 de maio de 1922, Transkei, África do Sul
Falecimento: 30 de abril de 2004
Cônjuge: Nelson Mandela (de 1944 a 1958)
Filhos: Makaziwe Mandela, Makgatho Mandela, Madiba Thembekile Mandela
Irmãos: Kate Mase, Sam Mase

Evelyn Ntoko Mase, foi uma enfermeira sul-africana, da etnia Xhosa, primeira esposa do líder anti-apartheid Nelson Mandela. Evelyn era prima do líder Walter Sisulu, e foi por este apresentada a Mandela.